Ajuntamentos nos Cemitérios Não mas na Fórmula 1, Futebol e na Nazaré “tá-se bem”…!

Medidas draconianas e absurdas promovidas pelos políticos de todo o mundo não param de espantar os cidadãos da galáxia, como a do Governo português, de impedir a circulação entre concelhos com a desculpa que esta medida iria impedir o grande afluxo de pessoas aos cemitérios no Dia de Todos os Santos, o dia 1 de Novembro. Visto que a Igreja Católica apelou às autarquias que mantivessem os cemitérios abertos para os fiéis poderem prestar homenagem aos seus mortos, a decisão final fica entregue a cada autarquia. A medida não é obrigatória a nível nacional e o presidente da Associação Nacional de Municípios, Manuel Machado, refere que a decisão depende da situação epidemiológica que cada concelho está a viver. A decisão de “fechar” o país à circulação causando um enorme transtorno às pessoas não tem por isso, grande lógica. Até porque a maioria das pessoas irá visitar cemitérios locais, perto da sua residência. Não me lembro de ver ajuntamentos de pessoas em cemitérios em tão grande quantidade como as que encontrei no Centro Comercial Colombo este fim de semana, no qual não há qualquer controlo nas entradas nem se cumprem os afastamentos sanitários de 2 metros.

A lógica desta medida é pois, a negação da lógica. Ou talvez não. Eu explico. A medida não parece ter grande efeito para impedir as visitas aos cemitérios. Mas, associada à recente informação de que o primeiro-ministro anunciará neste sábado mais medidas restritivas para fazer face à rutura de meios em alguns hospitais já se entende melhor. Ou seja, a pretexto do Dia de Todos os Santos e dos cemitérios, António Costa lançou “de mansinho” o princípio do que parece ser um novo pré-confinamento nacional, um novo Estado de Emergência. Visto que não houve grande reação inicial aos 5 dias de regras apertadas, o governo aproveita assim para lançar o “pacote completo” de férias forçadas em nossas casas. Vamos ter, certamente lojas e centros comerciais a encerrarem às 18 horas. Mas os autocarros continuam a abarrotar de pessoas. Os jogos da UEFA terão público. A malta da Nazaré, aos milhares, pode-se aglomerar, até sem máscara, em pleno pico pandémico. A Fórmula 1, com os números a subir em flecha não teve quaisquer restrições e juntou 27.500 espetadores, ombro com ombro. O Futebol Clube do Porto, o Benfica e o Sporting de Braga vão ter espetadores nas suas plateias.

E as modestas visitas aos cemitérios, obrigam ao encerramento do país inteiro. Ainda que não celebremos este feriado como no México, onde, literalmente, todas as famílias almoçam e jantam nos cemitérios neste dia. E quanto às festas de Halloween deste fim de semana, que juntam muito mais pessoas, nem uma palavra, nem uma medida. Talvez por ser uma festa laica não católica.

Cada vez é mais claro que muitas medidas que os políticos tomam não passam de ataques a determinados grupos específicos. Neste caso, à Igreja Católica. O célebre impedimento do 13 de Maio comparativamente à aprovação de realização da Festa do Avante foi apenas o princípio. O Partido Socialista parece empenhado em fazer cumprir a agenda marxista-leninista laica de atacar e acabar com a Igreja Católica. Mas não se pode esquecer que essa perseguição à religião, a fazê-la, tem de espelhar os princípios de Igualdade tão anunciados pelo Governo e estendê-la a TODAS as religiões com igualdade. Para quem conhece bem os meandros da política nacional, sabe que esta perseguição específica mais não é do que a extensão dos ideais laicos da maçonaria portuguesa que pretende acabar com o catolicismo em Portugal desde o tempo do Marquês de Pombal, tal como no passado acabou com a monarquia utilizando para esse fim a ajuda da Carbonária. Neste caso, o ataque é deliberado a eventos ou feriados católicos em Portugal, face a eventos populares ou laicos que aglomeram milhares de pessoas sem grande respeito pelas regras e com uma tolerância fora do normal, para um país que está em pico pandémico e em rutura hospitalar. O livre arbítrio do socialismo português. A anarquia comportamental. Que não é o mesmo que tolerância. É aliás muito diferente. Cria conflitos sociais desnecessários.

Este tipo de relaxe na aplicação de medidas sanitárias retira toda a seriedade do processo político para controlar a pandemia. E a primeira grande vítima será a economia já em janeiro de 2021. E logo de seguida, os despedimentos em massa e a crise social aguda. Se Mad Max não vier em 2021, não haverá problema para os mais apocalípticos. Vamos ter muito com que nos preocupar. E tudo por causa destes pequenos relaxes socialistas, aqui e ali. Ontem e hoje, assim se vai espalhando o vírus, disfarçadamente… E no final, estes políticos ainda encontrarão maneira, certamente de culpabilizarem a Igreja Católica e de venderem milhares de testes e vacinas. Tudo um jogo apenas. Um jogo de interesses, sem lógica moral, sanitária ou social. Nojo. Nojo destes badamecos de políticos que brincam com a nossa vida. Pouco mais há a dizer.

Texto de Pedro M. Duarte

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