O Presidente Que baixou o Ranking dos EUA ao Serviço dos Globalistas

Quando Donald Trump foi eleito, muitos norte-americanos esperavam ver um Presidente dinâmico que projetasse a economia dos EUA para uma destacada primeira posição, que lhes garantisse ficar no topo do ranking mundial por mais alguns anos, face à competitiva e galopante ânsia chinesa de querer liderar os destinos económico-políticos do mundo. Trump era então o símbolo de um homem de negócios de sucesso, ícone do American Dream, que seria uma alternativa a décadas de política institucional “cinzenta”. Obama tinha feito muitos inimigos, pelas suas políticas demasiado progressistas e pouco nacionalistas e Trump soube aproveitar essa desvantagem em seu favor para conseguir a sua eleição. Mas com o tempo, revelou ser apenas um homem de negócios “abrutalhado”, que despede quem o contraria e que elimina os seus concorrentes através de métodos pouco ortodoxos, ou seja um empresário sem escrúpulos que não olha a meios para atingir os fins. Um bully, que utilizou as redes sociais para dividir o país e instigar à insurreição dos seus principais apoiantes: fações de extrema-direita (KKK incluído), sulistas descontentes e frustrados e ainda uma grande maioria de habitantes do interior do país, a maioria deles pessoas com pouca cultura, por isso, facilmente hipnotizáveis e influenciáveis. Nas zonas costeiras Este e Oeste, onde a população é mais urbana e mais erudita, com maior poder de compra, Trump perdeu a sua maioria nestas eleições. E assim terminou a sua governação desestabilizadora e anarquista.

A sua governação foi polémica e perturbadoramente contraditória. Mas afinal, porquê?

Para conseguirmos entender melhor a verdadeira estratégia de Trump, temos de reconstruir a sua timeline de 4 anos de desgovernação cuidadosamente, não descartando os mais pequenos pormenores. E também começar sempre pelo fim, ou seja, o que é que ele conseguiu ou lucrou com determinada ação provocatória ou medida política. De uma maneira geral, Trump defendeu as indústrias nacionais dos EUA, conseguindo empregos para os seus principais eleitores, os tais sulistas pouco letrados, de grupos de direita, maioritariamente do país profundo, tal como prometera na sua campanha. A sua estratégia foi desde logo contra os globalistas do Climate Change mas a favor das elites mundiais do petróleo, porque as leis e tratados do Ambiente eram-lhe totalmente desfavoráveis a invadir Parques e Reservas Naturais classificados como protegidas. Essas áreas contam com gigantescas jazidas de petróleo e a sua exploração é fácil. Por isso iniciou desde logo a construção de quilómetros de oleodutos, que deram emprego aos seus apoiantes do lobby petrolífero. Também protegeu o lobby dos produtores de armas, a maioria deles ligados à extrema-direita, ao não ter cumprido as suas falsas promessas públicas de que tomaria medidas de “gun control” em resposta ao crescente número de atentados terroristas internos em escolas ou espaços públicos.

Trump, e a sua falsa máscara de nacionalista

Para desviar os ataques negativos contra a sua pessoa e a sua perda de popularidade, Trump tentou utilizar a pandemia para atacar publicamente a China, o que acabou por servir de promoção política àquele país, que soube contornar os aspetos negativos de Wuhan desde o primeiro momento, tendo dado ao mundo uma lição da sua eficácia técnica, diplomática e científica (na área da biotecnologia). Xi Jinping utilizou este forte ataque público de Trump em seu favor, e ganhou. Enquanto o Presidente dos EUA era globalmente acusado de racismo contra a China ao apelidar o SARS-CoV-2 de “vírus chinês”, Xi Jinping construía um hospital em tempo recorde e tomou as primeiras medidas de emergência pandémicas de 2020 demonstrando grande poder de organização, que maravilhou o mundo. Mas o Presidente da China foi ainda mais longe e começou de imediato a trabalhar numa vacina, tendo também produzido milhões de máscaras, luvas e outros materiais de proteção que utilizou como marketing político junto de todos os países do mundo, incluindo os mais desfavorecidos, reforçando a sua capacidade de liderança e destacando a sua eficácia operacional efetiva e pragmática. Foi aqui que Trump começou a deixar cair a sua falsa máscara de nacionalista norte-americano.

Desde o início da sua governação que houve uma forte suspeição por parte do FBI na sua possível relação com espiões russos. Estes teriam contribuído massivamente nas redes sociais para reforçar a sua eleição e o FBI apresentou provas factuais dessa relação comprometedora da ética política que colocava em risco a Segurança Nacional. Com o tempo, as políticas de Trump acabaram por reforçar as posições diplomáticas quer da Rússia quer da China, enquanto os EUA desciam no ranking mundial, pelas posições pouco ortodoxas, provocadoras e polémicas. Trump iniciou ainda uma guerra comercial com a China numa suposta tentativa de quebrar o crescimento económico daquele país. Mas o efeito conseguido foi exatamente o contrário. Uma vez mais Xi Jinping utilizou a estratégia agressiva do presidente norte-americano em seu proveito, deixando os aspetos negativos inteiramente do lado de Trump. Até aqui, alguns poderiam ainda pensar ser a excelente estratégia de Xi Jinping por um lado, por outro a falta de sentido diplomático de Trump, a conseguir baixar o ranking dos EUA. Mas o que Trump veio a revelar nestes últimos meses de campanha foi algo surpreendente: esteve sempre ao serviço dos Globalistas e do lobby do Climate Change…!

Desde o primeiro momento que, em política estratégica internacional, Donald Trump dizia uma coisa publicamente, mas nos bastidores preparava exatamente o contrário, deixando os EUA numa posição muito mais fragilizada do que aquela que encontrou a 20 de janeiro de 2017, quando tomou posse como presidente. Um dos melhores exemplos disto mesmo, é que Trump utilizou slogans do KKK como “America First” ou “Let’s Make America Great Again” que uniram algum eleitorado descontente em torno de algumas ideias idílicas e saudosistas que foram motor para a sua vitória populista eleitoral. Mas agora que perdeu as eleições de 2019, fica claro que a sua governação fez descer o ranking dos EUA contrariando assim o seu próprio slogan. E tudo por sua própria “culpa”, ou seja, ele fez tudo para destruir políticas internacionais de décadas o que obviamente, ajudou os globalistas na sua missão de reforçarem a China como lider mundial. “America First” o seu mais forte slogan foi por isso invertido por ele mesmo, e isto já diz tudo.

Desfile com o mesmo slogan usado por Trump, “America First”, em Binghamton organizada pelo KKK, NY 1920’s

Mas as provas finais desta sua colaboração velada para destruir a imagem do seu próprio país em conjunto com os globalistas é inequívoca depois dos factos ocorridos ontem em Washington. A invasão do Capitólio por uma horda de apoiantes da sua recandidatura, depois de terem sido incitados por ele nas redes sociais à insurreição indisciplinada e a marcharem para a casa da democracia, já lhe custou o bloqueio das suas contas no Twitter, Instagram e Facebook. O Capitólio, o segundo edifício de Washington com mais sistemas de segurança e policiamento tinha, surpreendentemente, as suas portas praticamente abertas à invasão dos manifestantes, não tendo havido quase nenhuma oposição policial, apesar da manifestação ser de risco e do conhecimento público e por isso, não representar qualquer surpresa. Inclusivamente a polícia estava avisada do perigo da manifestação terminar em confrontos violentos. Mas para espanto do mundo, os manifestantes empunhando armas e cartazes, limitaram-se a subir as escadas, a entrar no edifício, invadiram o senado e vandalizam gabinetes e salas. Alguns deles filmavam e tiravam selfies e ridicularizavam para sempre a dignidade daquele edifício e da instituição da Democracia norte-americana. Alguns senadores apanhados de surpresa na sala de audiências entraram em pânico, temendo até pela sua vida. A polícia interveio muito mais tarde, depois da vandalização ser filmada para o mundo inteiro.

Terá Trump conseguido influenciar os polícias do Capitólio a não intervirem? E porquê?

A imagem de descontrolo democrático naquele que outrora fora considerado o farol da Liberdade, Igualdade, Fraternidade e da Democracia fala por si. Este foi o fim de um ciclo, para o qual Trump contribuiu desde o primeiro momento. Por um lado, publicamente Trump atacou os Globalistas, ao retirar o apoio financeiro às Nações Unidas, de sair do Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas que lhe permitia atacar o lobby da Tecnologia Verde, e com isso, destruir a diplomacia mundial de sustentabilidade. Mas por outro, ele favorece todos os jogos de bastidores da Elite Mundial, favorável à mudança sustentável, ao destruir o ranking e a imagem dos EUA. A sua participação na abertura do simbólico 50º encontro do World Economic Forum é, no mínimo estranha, porque o WEF é uma sub-organização das Nações Unidas, ou seja globalistas no estado puro, que ele tanto atacou publicamente. E pior, nesse mesmo encontro foi lançado um vídeo promocional da iniciativa “The Great Reset” onde foi revelada uma das principais metas do WEF para 2030: retirar a liderança mundial aos Estados Unidos da América (“The US won’t be the world’s leading superpower, a handful of countries will dominate”). Liderança que foi inequívoca e sistematicamente minada e abalada pelo próprio Presidente, Donald Trump himself. No mesmo vídeo pode ler-se ainda que os valores da Sociedade Ocidental vão ser levados ao limite da rutura. E Trump esteve nesse encontro (imagem abaixo).

Por isso, Trump é uma falácia. Um fantoche da Oligarquia Mundial. Agora já não restam dúvidas.

Trump, detentor do slogan “America First”, esteve presente no 50º encontro dos globalistas de 2020 do WEF, onde ficou decidido que em 2030 o poder mundial não estaria nas mãos dos EUA e que a Sociedade Ocidental ia ser testada até ao limite dos seus valores tradicionais

Texto de Pedro M. Duarte

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