O declínio da Confiança

Há um declínio generalizado das instâncias de intermediação desde aos Media passando pelos partidos políticos, comentadores profissionais, académicos e que se estende, até, aos cientistas. Este declínio mina o cerne da sociedade e a forma como esta reage às crises e encontra um terreno fértil para a propagação nas redes sociais e nas formas horizontais com que a informação hoje circula e com o crescimento dos extremismos e das pseudo-ciências.

Se não confiarmos em nada a sociedade deixa de funcionar. O funcionamento de qualquer sociedade está tão dependente da confiança nos especialistas em cada sector como a economia da confiança dos consumidores e se este pilar se erodir abrimos espaços a todas as formas de populismos e de pensamento não científico. Consequentemente a curto prazo teremos uma sociedade a regredir e onde os mecanismos de promoção do mérito e a captação dos mais jovens para carreiras na ciência e na política é cada vez mais difícil.

Rui Martins

Partilhar Artigo

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on google
Google+
Artigos recentes
Inscreva-se no blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para se inscrever neste blog e receber notificações de novos posts por e-mail.

Join 329 other subscribers

Número de visualizações
  • 1.132.596 hits

2 respostas

  1. Se é verdade, e é com certeza, essa queda da confiança, tb não é menos verdade que isso não acontece por acaso nem por acção voluntária das pessoas, como parece inferir-se do texto. Bem pelo contrário. A erosão da confiança e tb da própria democracia tem de ser entendida no contexto mais geral do avanço das forças do capitalismo selvagem, da sua crescente capacidade predatória, da sua ânsia de pervadir todas e cada uma das esferas do ser social, coisificando-as e mercantilizando-as a um nível impensável até algum tempo atrás. Logo, as pessoas perdem a confiança, e com toda a razão, não porque queiram, mas porque a isso são levadas ao constatar vezes e vezes sem conta, os sucessivos escândalos, os saques da finança, o colaboracionismo de todas as instâncias, as pressões das cliques instaladas, a irrelevância dos protestos e levantamentos, a captura dos centros decisórios científicos e políticos ou até as farsas eleiçoeiras com que o povo é adormecido e extirpado da sua vontade e dos seus anseios.

  2. Fartos de saber da existência da falta de confiança das pessoas nas instituições devem saber os que detêm o Poder e ou os “aproveitadores da situação” que em nome de alguém que o detém o exerce sobre inocentes, ignorantes ou “indefesos” independentemente dos resultados que se obtêm. A regra depois virá por “imposição à força” de tarefas a serem cumpridas por “zombies” para agrado de uma pequeníssima elite de privilegiados.

Deixe o Seu Comentário!

%d bloggers like this: