Isto Não é Feminismo, é Neocolonialismo Racista e Islamofóbico Disfarçado

O grupo de pseudo feministas Femen conseguiu entrar no consciente colectivo do mundo sobretudo porque utiliza para a sua auto-promoção a técnica favorita do marketing capitalista- a exploração da nudez feminina.

Uma das bases filosóficas deste grupo, e em grande parta a fonte do seu mediatismo, é que equaciona directamente a nudez física da mulher com a liberação política. Mas o mais preocupante sobre este grupo não é a sua filosofia superficial e até profundamente anti-feminista, mas sim os pressupostos racistas, islamofóbicos e neocolonialistas que permeiam o seu discurso e as suas acções. O falso feminismo é hoje em dia um dos instrumentos mais eficientes na degradação e difamação dos povos e culturas do Sul, difamação essa que é essencial para criar um complexo de superioridade cultural no seio da população Ocidental em relação ao resto do mundo, complexo esse que por sua vez é essencial para a continuação e expansão da supremacia económica, militar, política e cultural do Bloco Ocidental sobre o resto do mundo. Não será coincidência que a Femen foi fundada na Ucrânia, um país que batalha diariamente contra o racismo e os ataques às minorias étnicas do país, e vários dos outros países em que tem uma forte presença têm um passado recente manchado de racismo- a Alemanha e a França.

Os grupos de verdadeiras feministas muitas vezes criticam a Femem, acusando o grupo de ser uma fraude, de ser profundamente racista e de não representar o verdadeiro feminismo.

O ultima campanha da Femen chama-se ‘Topless Jihad’, ou seja, ‘Guerra Santa Topless’, em que activistas da Femen mostram o seu apoio por Amina Tyler, uma activista Tunisina desaparecida e ameaçada de morte depois de ter publicado fotos nuas suas no Facebook com mensagens escritas no seu corpo, nomeadamente, ‘Que se lixem as vossas morais’ e ‘O meu corpo não é meu e não é a fonte da honra de ninguém’. Porém, na tentativa de ajudar uma activista, a Femen vilifica, caricatura, difama, insulta e goza com todo um povo, o povo Islâmico, que representa cerca de um quinto da população mundial, estereotipando toda uma religião, por vezes de forma altamente ignorante e injusta. A Femen parte do pressuposto que as mulheres muçulmanas são oprimidas, que não têm voz (e que portanto são as mulheres brancas, inteligentes e liberadas do Ocidente que têm que falar por elas), que os homens muçulmanos são violentos e misóginos, que os árabes têm uma predisposição para maltratar as mulheres, e que a exposição do corpo da mulher é maior arma que a mulher possui para lutar contra a opressão. No mundo da Femen, a maior arma que a mulher tem para lutar contra a opressão e alcançar a emancipação não é o seu intelecto mas sim o seu corpo, o que em si representa um retrocesso tremendo na luta pelos direitos e emancipação da mulher.

Em suma, em nome do feminismo, a Femen não só, de uma forma contraditória e incoerente, perpetua a objectificação do corpo da mulher na sociedade em nome da suposta ‘liberação’ feminina- cultiva o racismo e o complexo de supremacia cultural Ocidental. A Femen apelou a que os países que aplicam a Sharia sejam excluídos da Olimpíadas, e no passado declarou: ‘Como uma sociedade não nos temos conseguido livrar da nossa atitude Árabe para com as mulheres’, uma declaração claramente racista e discriminatória.

Esta foto tem vários elementos interessantes. Esta activista pintou a sobrancelhas para as fazer uma só, uma característica algo comum entre os povos do Médio Oriente, usa uma barba postiça e um turbante enquanto imita a posição da reza Islâmica. Nos seus seios está pintado o simbolo do Islão, a Lua Crescente com a Estrela. Mais uma vez a caricatura dos povos do Sul é aqui equivalente com activismo supostamente feminista
Esta foto tem vários elementos interessantes. Esta activista pintou a sobrancelhas para as fazer uma só, uma característica algo comum entre os povos do Médio Oriente, usa uma barba postiça e um turbante enquanto imita a posição da reza Islâmica. Nos seus seios está pintado o simbolo do Islão, a Lua Crescente com a Estrela. Mais uma vez a caricatura dos povos do Sul e a Islamofobia é aqui equivalente com activismo supostamente feminista

Naturalmente, o tom paternalista (ou talvez neste caso, maternalista) e Islamofóbico da ultima campanha da Femen gerou uma onda de indignação e uma contra-campanha na comunidade muçulmana consistindo maioritariamente de mensagens visuais em que a Femen é fortemente criticada. Entre as mulheres muçulmanas está-se a gerar um sentimento generalizado que a campanha da Femen é racista, islamofóbica, que usurpa as suas vozes, e que parte de principios errados, entre outras coisas.

Aqui estão algumas das mensagens de mulheres muçulmanas para a Femen:

Anti-Femen
O Islão é a minha liberação, a minha fonte de poder, a minha igualdade, portanto não preciso dessa tanga da ‘mulher branca não-muçulmana a salvar a mulher muçulmana dos homens muculmanos’
Que se Lixe a Femen
Que se Lixe a Femen
Não preciso que vocês explorem a minha feminidade
Não preciso que vocês explorem a minha feminidade
Anti-Femen 5
Quando me negam o direito a cobrir-me, estão-me a oprimir
Anti-Femen 6
Eu pareço oprimida aos vossos olhos?
Anti-Femen 11
A Femen roubou a nossa voz
Anti-Femen 12
Femen: Eu não sou oprimida
Anti-Femen 10
Vocês precisam de tirar as vossas roupas para se fazerem ouvir, e depois sou eu que sou oprimida e que precisa de ser liberada (sarcasmo)
Anti-Femen 8
Eu não preciso de mostrar os meus seios para mostrar ao mundo que sou uma mulher livre
Anti-Femen 7
A minha modestia não compromete a minha feminismo, a modestia é a minha liberação
Anti-Femen 9
Nós não somos oprimidas, deprimidas, nem escravizadas. Nós não consideramos os nossos corpos como um poster (que aliás não foi feito para o demonstração pública). Então corram desnudadas se quiserem, somente apercebam-se do facto que protestos ‘topless’ não nos vão liberar, porque já somos perfeitamente liberadas

João Silva Jordão

8 Comments

  1. Que mentalidade engraçada ou obsecada por velhas aranhas num sotão de ficções e ódios mal digeridos. Defender o maometanismo é preciso fazer uma ginástica mental – neste caso o mental do autour deve ter as células cinzents queimadas- para fazer passar tanta má fé. Pessoalmente não estimo de modo algum as Femen, é evidente que há manipuação, mas não a desse senor qe parece andar de naufragos em naufragos da razão.

  2. E eu que achava que já não havia este discurso….. O radicalismo do FEMEN, não me agrada. Tampouco o fundamentalismo islâmico que é misógino e ultrarradical. e nem o discurso da esquerda que para criticar os USA (digno de muitas criticas) se põe a defender posições “pseudo terceiro mundistas”, islâmicas, misóginas e homofóbicas. Eu sou dos que ainda acreditam no menos ruim dos regimes; a democracia, republicana, com direitos das minorias e com participação social plena das mulheres. o Femen é um exagero, mas a misoginia islâmica é um desproposito. Eu amo o gênero feminino e acho que há muito a se avançar no campos dos direitos das mulheres, que mesmo sendo a maioria da humanidade, são tratadas como seres inferiores e incompetentes juridicamente. Eu, heinnnnnnnnnnnn

  3. E estas mulheres não sabem o que pode lhes acontecer num país assim. São realmente corajosas e insensatas, eu diria que ate um pouco “insanas” pois podem sofrer muito numa prisão tunisiana. Nada de neo colonialismo, nem de islamofobia. Isto é um idealismo cego e militante de mulheres que lutam por seu espaço de maneira radical…

  4. nunca vou apoiar uma religião que esconde as mulheres ou que as toma como inferiores ao homem, no islao há muita coisa errada e obsessiva, desejo que possam evoluir e respeitar outras religiões, processo que só poderiam fazer quando se respeitarem a eles próprios. Antes disso não venham manipular opiniões de forma ridícula tentando passar a ideia que o islao é natural! Evolução resistir ao vosso fanatismo! Nunca vi nenhum cristão ir parasitar nenhum país islâmico e tentar converter a cultura e base histórica cultural como se vê todos os dias na Europa por essa religião medieval.

  5. As feministas ocidentais atrapalham o desenvolvimento do feminismo da mulher árabe e africana com essa ginástica mental. Estão se aliando às conservadoras só fato de elas criticarem mulheres brancas ao invés de se aliarem as negras e árabes que combatem o Islã. Ayaan Hirsi Ali, Nyamko Sabuni, Mona Walter, Wafa Sultan, Amal Farah, entre muitas outras… vai entender…

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