Covid e crise: Entre saúde e economia, há solução

Portugal pode dispor de bons bilhões ou trilhões para combater os efeitos diretos e indiretos do Coronavírus, e impedir a falência de diversos trabalhadores precários, utilizando recursos do pagamento de juros e amortizações da chamada “Dívida Pública”. Assim, o financiamento de medidas de suporte às áreas de assistência social, serviço nacional de saúde, educação, etc. pode fazer frente à epidemia do Covid-19, que ainda não passou.

No Brasil, a proposta é feita pela Coordenadora Nacional da “Auditoria Cidadã da Dívida Pública”, economista Maria Lucia Fatorelli. “Nesse quadro de pandemia de coronavírus, o governo deveria decretar uma completa auditoria da dívida pública, acompanhada da suspensão imediata do pagamento dos juros e encargos, a fim de liberar recursos para investimentos relevantes nessas áreas essenciais à população.”, afirma ela.

A auditora fiscal apresentada pela Receita Federal do Brasil mostra que nos últimos dez anos o Barsil já gastou R$ 1 trilhão com a dívida. Fatorelli sugere que o governo deveria “destinar parte dessa montanha de recursos para minorar as consequências da pandemia do coronavírus.” Para a economista brasileira, uma auditoria deverá dar atenção aos mecanismos financeiros que geram dívida pública interna ilegal e sem contrapartida alguma. “Temos identificado e denunciado. E devem ser interrompidos para destinar os recursos para saúde, educação e assistência social”, afirma.

Em termos percentuais, Portugal encontra-se em situação tão má quanto seu parceiro lusófono: Amargamos uma Divida Pública de 179.788,8 milhões de Euros, segundo PORDATA!. Claramente, ainda mais diante da pandemia, países como Portugal e Brasil encontrariam bom amparo para sua população ao ter estes valores investidos diretamente nas condições de vida dos trabalhadores.

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