Brasileiros: Entre o privilégio da “quarentena” e a necessidade da mobilização

Na atual realidade de quarentena e pandemia, enquanto centenas de pessoas morrem, muitas e muitos de nós se sentem impotentes e se perguntam como agir preso dentro de casa e se notas de repúdio ou um impeachment pra tirar um presidente que nada faz para conter a pandemia são estratégias de “luta” válidas?

Quarentena, não é?


A realidade é: A grande maioria da classe trabalhadora não está em quarentena ou está em quarentena parcial. Segue-se trabalhando pra sobreviver ou, ainda, tem que sair da quarentena para pegar as migalhas do apoio estatal e empresarial. Se existem limites que a quarentena coloca na mobilização de trabalhadores por seus direitos (inclusive de poder ter quarentena, remunerada!), eles são relativos em relação à maioria do povo e poderiam ser utilizados em estratégias políticas.


A oposição que se intitula de esquerda (PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL, PCB e UP) não utiliza das ruas onde a população está exposta pois está perdida ante a pandemia, está perdida há muito tempo devido à hegemonia conciliatória e eleitoreira em suas políticas. A maioria desse grupo tem de subestimar ou arrefecer o poder de mobilização e enfrentamento popular para justificar os vários níveis de conciliação eleitoral propostos em seus projetos políticos e só usam seus “exércitos” em períodos eleitorais.

Assim, as notas de repúdio apelando à “consciência” de quem pode “fazer alguma coisa institucionalmente” torna-se o famoso “ForaBolsonaro” transformado, na prática, em proposta de impeachment, que colocaria um General na presidência! Por outro lado, os setores minoritários dessa esquerda – setores do PSOL, o PCB e a UP – agem apenas como “consciência critica” dos setores maiores, acabam submetendo-se à política majoritária, em nome da “unidade“.

Realmente essa situação pode levar a essa sensação de não existirem políticas possíveis fora das notas de repúdio ou impeachment de Bolsonaro, mas a política deve a arte de tornar possível o impossível: Quem de fato defenda os interesses salariais, familiares e salutares dos trabalhadores deveria iniciar um processo de demarcação clara de suas diferenças políticas.

Devemos refletir sobre essa realidade e fazer história…

(Autoria: Aurélio Fernandes, adaptado por Jonas Bruck)

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Uma resposta

  1. Meu caro Sr. JONAS Bruck
    Com todo e o merecido respeito: O assunto abordado, ou que tentou abordar, ainda que adaptando texto de terceiros, é muito mais profundo e sofisticado.
    Desta forma a abordagem por muito simplista, nada nos acrescenta, nem à nossa REALIDADE.
    Abraços Serafim

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