A Vacina Que Pode Mudar o Mundo

O mundo aguarda desesperadamente a vacina contra a Covid-19 para poder voltar à sua vida pré-pandémica, considerada como a “vida normal”. Mas o que o mundo ainda não apreendeu é que não voltaremos a esse normal de 2019. A vida não vai retomar no ponto exato onde ficou suspensa. Porque todas as transformações sociais ocorridas este ano, desde o confinamento e consequente desemprego em massa, luta global contra o racismo, insurgência nos EUA contra a brutalidade policial e racismo colonial e mais recentemente os protestos contra as medidas pandémicas prejudiciais à economia, bipolarizaram e intensificaram a velha luta entre ricos e pobres, brancos e negros, extrema-direita e extrema-esquerda. E este crescendum não se vai resolver com uma vacina. Muito pelo contrário. O aparecimento da vacina vai criar grandes tumultos sociais e urbanos e gerar uma agitação sem precedentes nas redes sociais e internet. Sobretudo se alguns governos a quiserem tornar obrigatória, como é o caso da Austrália, para poderem levantar todas as restrições à economia.

Para os mais desconfiados, a vacina poderá fazer parte de um programa mundial de aniquilação de uma parte da população mundial, tal como parece ter já acontecido em populações controladas na América do Sul e em África, por parte de algumas farmacêuticas. Outros falam em teorias de eugenia, defendidas subtilmente por movimentos como o Zeitgeist ou até por grupos fundamentalistas da esquerda à direita ou ambientalistas que não se importariam de regressar ao modo de vida tribal ou aborígene, como forma de salvar o planeta da destruição provocada pela atual industrialização do mundo selvagem provocando uma paragem forçada na destrutiva economia capitalista. Na realidade, sempre que existe uma pretensa conspiração, para a compreender melhor, há que procurar sempre as motivações financeiras que possam estar por detrás, porque são invariavelmente o grande motor das maiores atrocidades humanas da nossa sociedade moderna.

A recente notícia tornada pública no final de agosto, de que as farmacêuticas apenas lançarão a vacina publicamente se os governos ou a UE garantirem proteção jurídica total caso o processo não corra bem, é um sinal claro que de esta vacina é o maior negócio da história recente, negócio onde lucram apenas as farmacêuticas e os políticos diretamente. A vacina, um negócio de muitos biliões gerido por políticos mas paga com o dinheiro dos contribuintes, será inoculada na maioria da população mundial sem grandes garantias sobre possíveis efeitos secundários. E, mais ridículo, se os governos e a UE vierem a salvaguardar as farmacêuticas do risco, serão novamente os contribuintes a pagar as custas legais de milhões de possíveis processos jurídicos, caso todo o processo não corra como esperado. Este processo é no mínimo kafkiano. Uma vacina promovida pela OMS, pelos políticos e pelas televisões, paga com o dinheiro das populações que, no caso de se revoltarem, serão os responsáveis por pagar todas as despesas de pedidos de indemnização.

Considerando que uma vacina para ser considerada segura deve ser testada como mínimo, num período de 10 anos, os riscos desta operação da vacina contra a Covid-19 correr mal são consideráveis, mesmo que sejam dadas todas as garantias prévias por parte das farmacêuticas. Este vírus é complexo e com centenas de estirpes já identificadas, o que pode dificultar ainda mais o êxito da operação anti-pandémica mundial. Entretanto, a Vaccines Europe, uma divisão da Federação Europeia das Indústrias Farmacêuticas e Associações, está a fazer pressão junto de Bruxelas para que a UE defenda as farmacêuticas respaldando-as para a parte do prejuízo, enquanto estas recolhem apenas a parte boa do processo, os lucros. Como coadjuvante, existe a ideia que a OMS criou de que a vacina era urgente, para podermos voltar às nossas vidas normais. Mas não teria sido esta uma manobra de marketing gigantesca para criar a expectativa mundial sobre a vacina? E ao criarem a expectativa e ansiedade na cura rápida, não estarão a facilitar o maior negócio da história recente, totalmente manipulado por políticos sob a bandeira da emergência sanitária?

Até ao momento a Comissão Europeia apenas comunicou oficialmente à federação de farmacêuticas que “está a tomar providências junto dos 27 Estados-membros para indemnizar as companhias produtoras de vacinas por certas responsabilidades associadas aos contratos de compra antecipada, de forma a compensar as produtoras por assumirem riscos tão elevados”, não dando para já carta branca total, em caso de processos jurídicos de pedidos de indemnizações. É preciso referir que a Vaccines Europe representa farmacêuticas como a AstraZeneca, GlaxoSmithKline, Janssen, Merck, Novavax, Pfizer, Sanofi, Takeda, Abbott e CureVac, a maior parte das quais estão a desenvolver a vacina. Mas internamente, a Vaccines Europe chega mesmo a admitir que algumas pessoas podem sentir ou sofrer “alguns efeitos adversos” após a vacinação. Pelo facto de esta ser uma vacinação pandémica global, com caráter de urgência, poderá originar inúmeras queixas por danos. A isenção de danos é algo muito comum nos EUA, por isso Trump tem promovido a facilidade com que a vacina chegará à população, mas na UE, não existe tradição nesse tipo de facilitismo comercial. Em julho, por exemplo, a AstraZeneca que está a produzir a vacina em parceria com a Universidade de Oxford e que terá um custo de 2,5€ apenas, contratou um seguro para a livrar de queixas relacionadas com a futura vacina que distribuirá na Europa por contrato já assinado com inúmeros países.

A maioria de nós não somos cientistas nem políticos. Mas algo nesta história parece estar muito mal contado. Sobretudo se a tornarem obrigatória, com um período de testagem tão curto. Nunca ao longo da história o desprezo pelo risco médico por vacinação foi tão leviano como neste momento crítico.

Texto de Pedro M. Duarte

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