“Persepolis”- Uma Fraude Racista, Irresistível para as Mentes Infantis

O filme começa com uma criança inserida num meio atípico da altura. Vem encontrar a sua família no aeroporto. A próxima cena mostra a família da menina num bar com um estilo muito Ocidental. Ela menciona o seu sonho- ser profeta. Retrata obviamente aristocratas no Irão, beneficiadas pelo regime Monarquico totalitário do Shah, prestes a perder os seus privilégios.

A vida colorida e alegre da coitadinha da menina é interrompida por uma maré negra de manifestantes que gritam, ‘abaixo o Shah!’

Depois de uma breve apresentação que finge dar uma base histórica à narrativa, mas que somente afirma que a linhagem real do Shah foi apoiada pelos Britânicos em troca de petróleo, aprendemos depois que o Shah não era assim tão boa pessoa, pois tinha posto o tio da menina na prisão por este ser um príncipe Qajar comunista.

O filme depois transporta-nos para as ruas do Irão. Os manifestantes são alvejados pelas forças de segurança, ainda representadas como uma nódoa negra, sem rosto, sem identidade. Os seus cartazes não dizem nada. A maior revolução da segunda metade do século vinte é no filme Persepolis protagonizada por fantasmas negros.

Exatamente da mesma forma que o veio a fazer Kony 2012, um outro grande sucesso propagandístico do Império Ocidental, Persepolis utiliza a graça e inocência de uma criança para tentar esconder uma mensagem política profundamente desequilibrada.

Existe somente uma menção da cooperação da CIA com o aparelho opressivo do Shah, quando o tio da menina fala dos episódios de tortura na prisão.

A menina fala com Deus, que aparece como uma mistura de Zeus, Jesus e o Pai Natal. É interessante ver que as tendências religiosas desta menina fictícia entram logo ao inicio em confronto com as ideias Islâmicas, nomeadamente que o profeta Maomé foi o ultimo profeta, e a visão Islâmica de Deus não permite humanizar Deus, nem sequer permite a representação visual, pois dar forma e cor a Deus seria restringir a sua existência segundo limites físicos.

Mostra a menina a participar no ritual religioso de Ashura, e depois as meninas a fazer uma sátira do evento através de uma brincadeira.

A natureza racista de Persepolis é mais do que óbvia. Os maus, os muçulmanos e muçulmanas, têm o cabelo e roupas negras.

O único Iraniano “bom” é o tio da menina, e é louro, ou tem cabelo branco. É tão óbviamente racista como é parvo e infantil e insultuoso para a inteligência que qualquer pessoa que se preze.

O filme mostra também uma festa ‘ilegal’ onde se bebe álcool, representação de liberdade depois perdida. Estas festas eram, diz a narradora, o ultimo espaço de liberdade que lhes restava. Esquecem-se de mencionar que este é o retrato de um país sob a invasão do ditador Saddam Hussein, apoiado pelo Bloco Ocidental, sobretudo a França e os Estados Unidos. Saddam Hussein viu na revolta da população Iraniana uma oportunidade para atacar o Irão, o seu inimigo por serem Persas e Xiitas, e não Árabes Sunitas, assim como o seu inimigo, Ayatollah Khomeini. Khomeini esteve exilado no Iraque por ser um opositor do regime do Shah, mas o Saddam Hussein expulsou-o pelas actividades que Khomeini, nomeadamente a apelar à revolta da maioria Xiita oprimida contra o regime de Saddam. Instalou-se em França de onde inspirou a revolução com os seus textos que enviava da sua casa na periferia de Paris. O regresso de Khomeini ao Irão, foi assim:

E Khomeini expôs o eixo Iraque-EUA da seguinte forma.

Obviamente, Persepolis também não menciona o facto do Shah ter sido um fantoche do Ocidente que espoliava a riqueza, sobretudo o petróleo Iraniano, através da companhia “Anglo-Persian Oil”, depois chamada de “British Petroleum”, ou simplesmente BP. O Shah era um cobarde execrável que organizou a festa mais ridícula, inútil, cara e ofensivamente luxuosa de toda a história moderna enquanto que a sua população vivia na miséria.

Persepolis é, basicamente, um filme sobre uma criança feito para pessoas com a compreensão sobre história, política e ética de uma criança. É, em suma, propaganda sionista pseudo-feminista racista contra-revolucionária para liberais ocidentais de aparência infantil. É um filme terrível que tenta ignorar, menorizar e difamar a República Islâmica em prol de objetivos perniciosos do Ocidente. É preciso sobretudo, para perceber o Irão, começar não pela ficção mas sim pela realidade, e perceber a realidade deve começar pelo passo de estudar os incríveis avanços sociais e conquistas da República Islâmica:

“Desde a sua fundação, a República Islâmica tem-se destacado como um dos aparatos Estatais mais morais e eficazes do mundo. É precisamente por causa desta fundação moral e da sua eficácia e funcionalidade, não apesar dela, que as máquinas de propaganda Ocidentais, os seus sistemas políticos e meios de comunicação estão incansavelmente empenhados em destruir a sua reputação. Toda esta propaganda tem tido, durante as últimas décadas, um objetivo principal- construir o caminho para a justificação da agressão militar que está em curso, levada a cabo por Israel e os Estados Unidos da América. O objetivo, obviamente, é destruir a nação Iraniana, desmantelar o seu Estado, ocupar parte das suas terras e pilhar os seus recursos naturais.

A República Islâmica tem apoiado incansavelmente a causa Palestiniana e tem pago por causa desse mesmo apoio um custo tremendo. Posicionou-se contra o apartheid na África do Sul, apoiou a libertação afro-americana e, notavelmente, libertou cativos afro-americanos quando tomou os funcionários da embaixada americana como reféns alegando que estes faziam parte de uma população oprimida. O falecido Líder Supremo Ayatollah Khamenei era profundamente respeitado por figuras anti-imperialistas e anticoloniais como Thomas Sankara e Nelson Mandela. O Irão apoiou ativamente a Bósnia durante o genocídio. A lista das ocasiões em que o Irão esteve no lado certo da história é interminável.

Enquanto a maioria, senão virtualmente todos, os aparatos Estatais capitularam perante o cinismo, o ultra-pragmatismo, a realpolitik e portanto, estão concentrados na mera auto-preservação e serviço egocêntrico dos seus próprios interesses, a República Islâmica Iraniana é o único Estado que tem ao longo destas últimas décadas mantido vivo o sonho da solidariedade internacional entre povos e Estados…

Mas a grande conquista da República Islâmica do Irão é sem dúvida na área na qual, ironicamente, é mais atacado e difamado, que é na arena do desenvolvimento dos direitos e condições das mulheres…

Compreendendo a Seção Traidora da Diáspora Iraniana

Há um fator importante de que necessitamos para compreender qualquer revolução com sucesso e a diáspora minoritária que pode provocar- após qualquer revolução, particularmente uma tão profunda quanto a Revolução Islâmica, muitos indivíduos que eram fundamentais para o antigo regime são julgados ou exilados por causa dos crimes que cometeram em nome do antigo Estado. Uma parcela significativa da diáspora Iraniana é composta por pessoas que tiveram razão para fugir- eles mesmos, seus pais ou avós trabalharam para a SAVAK (a notória polícia secreta do Shah), para a empresa British Petroleum (mais conhecida como “BP”, anteriormente chamada “Anglo-Persian Oil”, uma empresa cuja fundação está inerentemente ligada ao saqueamento do petróleo do Irão pela parte do Império Britânico), ou eram membros da aristocracia que reprimia brutalmente a população nativa enquanto se empanturravam com a riqueza roubada à população do Irão. A extravagância e alienação da monarquia e da aristocracia Iraniana foi exemplificado pela luxuosa “maior festa do mundo”, a infame celebração extravagante no deserto realizada pelo Xá enquanto a população definhava na pobreza, analfabetismo e brutal repressão política, a qual só aumentou o ódio dos Iranianos comuns pelo antigo sistema político.

Há, compreensivelmente, um imenso ódio à República Islâmica entre este segmento da diáspora Iraniana, embora muitos iranianos que vivem no exterior apoiem a República. Sejamos muito claros: qualquer pessoa que apoia fanaticamente o conceito de que é uma boa ideia que o seu próprio país seja atacado militarmente, estrangulado financeiramente ou territorialmente Balcanizado é ignorante, malicioso ou masoquista. Muitos entre a vocal diáspora anti-República encaixam-se nesta descrição. Além disso, se esses críticos genuinamente quisessem ajudar o Irão, eles exigiriam o fim das sanções financeiras, sanções que estão a ser aplicadas para punir o apoio da República Islâmica do Irão à Palestina.

Persepolis é o retrato de uma mulher vinda da aristocracia que beneficiava com o reinado do Shah, e que portanto vê a revolução Islâmica com maus olhos. E como seria de prever, fornece uma versão da realidade completamente deturpada. Representa a visão da aristocracia que tinha no Irão um país de servos antes da revolução. A revolta da população contra o Rei, fantoche do Bloco Ocidental e sobretudo dos Estados Unidos da América. Para perceber estes “Iranianos” anti-regime, pró-Sionistas, é necessário visualizar a seguinte imagem- querem que o “seu” país seja reduzido a escombros para depois voltarem para lá e beberem cocktails em cima do pouco que lá resta. É, então, particularmente adequado que Persepolis comece com esta imagem- a de pessoas privilegiadas num evento social, a beberem cocktails, chocadas pelo facto da sua festarola ter sido importunada pelos gritos e reivindicações dos oprimidos.

A autora agora falecida autora de Persepolis não tem qualquer credibilidade política nem muito menos ética. Nem uma vez criticou publicamente o genocídio em Gaza, não condenou o assassinato de 158 crianças, na sua maioria meninas, pela parte dos Estados Unidos na escola Iraniana em Minab, celebrava o facto do seu trabalho ser apreciado em Israel… Enfim. Era uma execrável traidora da sua pátria que foi usada, e que se fazia usar alegremente por Sionistas e imperialistas Americanos, e que fez toda uma carreira a perpetuar estereótipos racistas sobre o país que dizia defender.

Que descanse em paz, e que o seu “trabalho” seja condenado ao caixote do lixo da história, onde pertence.

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