“Negacionista” – o Termo Insignificante para Impedir Qualquer Debate

O termo “negacionista” era inicialmente usado para definir alguém quem não acreditava na existência do Corona Vírus sequer.

Hoje é um termo usado por cobardes que defendem o sistema a todo o custo, inconsequentemente de ele agir bem ou mal, para denegrir a imagem de toda e qualquer pessoa que adopte uma abordagem crítica da gestão da pandemia, sejam essas críticas legitimas, verídicas, ou não.

É um termo proto-fascista que visa promover a unicidade de opinião para com o evento mais importante da história recente, tentando arrasar com todo e qualquer delito de opinião, abrindo alas para que um Estado com impulsos cada vez mais fascistas possa agir de forma impune, sem que nenhuma força civil possa fiscalizar as suas ações sem que seja imediatamente insultado e denegrido com este termo, que, como se tornou óbvio, perdeu toda e qualquer ligação ao seu significado inicial.

Se há uma palavra que tem conseguido de uma forma absolutamente assustadora baixar o nível e qualidade do debate relativamente à pandemia, essa palavra é o termo “negacionista”. Precisamente porque é um termo que tem uma única função- impossibilitar o debate e tentar gerar condições psicológicas e linguísticas para que só possa haver uma opinião única, uma só abordagem, um só caminho- a do Estado e a sua corte, as companhias mais ricas do mundo. O termo “negacionista” é uma síntese do conceito fascista “Tudo Pelo Estado, Nada Contra o Estado”, adaptado à era que constata a emergência do absolutismo tecnocrático.

Pensam que estou a exagerar, ou a ser hiperbólico? Não estou. O que é o fascismo senão o culto do poder e a aliança total do Estado com o sector corporativo? E o que é o termo “negacionista” senão um termo que visa insultar toda e qualquer oposição às políticas do Estado, ainda para mais, neste contexto específico, em que a intenção do Estado é claramente excluir da sociedades todos os que não se sujeitam a serem injetados periodicamente com um produto experimental de uma das companhias mais criminosas da actualidade- a Pfizer, a qual pagou a maior multa na história dos Estados Unidos da América, num valor de 2.4 Mil Milhões de Dólares por práticas altamente fraudulentas.

Esta mensagem é patrocinada pela Pfizer

O espírito do fascismo não é só a submissão absoluta e total ao poder instituído e o reflexo da união entre o Estado e o mundo corporativo- é também o veículo perfeito para os piores impulsos de cobardia, submissão e sado-masoquismo compulsivos, escondidos nos recantos da mente humana, desta vez dissimulados por detrás de uma fachada de força e coragem, ou, dizendo de outra forma:

“O Fascismo é uma ideologia política que apela à unidade entre os setores mais fortes da sociedade contra os setores mais fracos e desfavorecidos, apresentando-os como uma ameaça à sociedade no seu todo. O Fascismo vive dentro desta contradição- ao atacar sempre os mais fracos adopta uma atitude cobarde para tentar projetar uma imagem de coragem e força.”

Numa última nota, tenho acompanhado a situação política em vários países, sobretudo no mundo anglo-saxónico e francófono, e digo-vos- em nenhuma parte deste extenso mundo encontrei até agora um termo equivalente a “negacionista”. E não me surpreende. O termo “negacionista” e o seu uso extensivo, e sobretudo, a maneira como tem sido adotado e usado em Portugal, sem qualquer critério ou seriedade, é hoje em dia uma prova viva de como ainda estamos muito longe de enterrar o recente passado fascista neste país de brandos costumes à beira mar plantado.

É o Estado a que isto chegou. E assim vai continuar- mas só vai continuar assim até o dia em que deixarmos de obedecer. Sim, há alturas em que é preciso desobedecer. E esta é claramente uma dessas alturas.

Dantes era “Deus, Pátria, Família”, e quem discordasse, era “Comunista”.

Agora, é “Vacinas Experimentais, Confinamentos e Mordaças”, e quem discordar é “negacionista”.

João Silva Jordão

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4 respostas

  1. Quero aqui deixar as minhas mais vivas saudações ao João pelo seu excelente retrato da infeliz realidade que vivemos hoje e que provavelmente se vai agravar nos tempos próximos. E é pena que não haja mais vozes sonantes como esta que vai ao fundo do problema e denuncia com objectividade a época das trevas que se abate todos dias sobre nós. Lamento que todos os partidos de esquerda que antes se notabilizaram pela defesa dos direitos liberdades e garantias, estejam agora calados que nem uns ratos que são perante essa razia total, incluindo a própria Constituição ao estebelecer que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Cada dia que passa, uns são muito mais iguais que outros.

  2. Bom artigo e muito bem exposto. Também gostei do meme, julgo no entanto que o enquadramento atual ainda não se afigura no salazarismo.
    Embora num tempo próximo tal considere previsível, no momento atual, sugiro que a figura mais adequada é a de Sidónio Pais.
    A 2 semanas das eleições, perfila-se já de peito feito o déspota madeirense como um dos candidatos ás fileiras do sidonismo emergente.
    Será de tais fileiras que após estas eleições, uma insana aliança se formará. Possível, espectável, pela exprimida vontade deste…
    “… povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai…”
    (como escreveu Guerra Junqueiro em ‘A Verdade Política’ 1896).

    Adivinham-se os anos seguintes, onde a prevista mudança de regime ocorrerá sob os auspícios de “Davos”.
    Assegurada será, a permanência do novo regime pelo uso das ferramentas digitais, tal como “anunciado” pelo déspota madeirense.
    Quiça, poderão os atuais sidonistas, vir a comemorar em 2026 o 100º aniversário da instauração da ditadura com a (re)instauração de outra.

    Guerra Junqueiro disse mais, diria que disse tudo, mais de um século depois diria que foi profético uma vez e que o voltará a ser.
    Por isso, como em mim não reside grande esperança, deixo a mesma resida também através de suas palavras e apreço por este povo…
    “… um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.”

    Possa tal reflexo ainda advir, mostrar-se ao dia e ofuscar por um breve momento o brilho do astro rei.
    Sonho…

  3. O problema não é tanto a esquerdopatia e nem a direita no seu discurso de idealização em um mundo real,,,que impossivel materializar o mundo-ideal aqui e agora. No entanto; há sim, uma tropa chamada de GADO levado pelo farelo-narracional. Andar é preciso, Mas a esquerdopatia é um VIRUS que muda de cor e forma a todo segundo….
    Tinham que inventar a vacina anti-virusnarracional.

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