Quem Lucra com a Guerra Hoje em Dia? (2018)

 

Principais Vendedores de Armas
Fonte, SIPRI, Dezembro de 2017. O relatório completo está disponível aqui.

Estas são as companhias que vendem mais armas no mundo. Para a maioria, a guerra significa destruição, morte, sofrimento, perda de familiares, perda da saúde mental e saúde física. Mas para estas companhias, a guerra significa dinheiro, lucro e poder. Muitas destas companhias têm influência ilegítima e por vezes ilegal sobre os Estados. Podemos lembrar o exemplo dos subornos da companhia BAE Systems a Sauditas (para facilitar vendas de armas à Arabia Saudita), ou até a políticos na Europa, assim como funcionários públicos pelo mundo fora.

Podemos também lembrar o Dick Cheney, Vice-Presidente de George W. Bush, uma das principais figuras por detrás da criminosa invasão do Iraque de 2003, o qual tinha fortes ligações à empresa Halliburton que tanto lucrou com essa mesma guerra (algumas estimativas põe os valores dos seus lucros por volta dos 40 mil milhões e Dólares) e que teve um papel muito maior nessa guerra do que era previamente admitido.

Ou a recente visita de bin Salman, Principe herdeiro da Arábia Saudita, ao Reino-Unido, visita durante a qual fez acordos relativamente à compra de aviões caça Typhoon por valores estratosféricos.

Estamos a constatar uma nova corrida às armas, com a Ásia e sobretudo o Médio Oriente na linha da frente desta corrida. E estas empresas tudo fazem para que assim seja e que assim continue.

As vítimas da guerra têm caras, têm nomes, têm vidas. Esta é uma delas. Uma criança subnutrida no Iémen, em 2017, vítima da escassez de comida, resultado da guerra criminosa cujo grande culpado é a Arábia Saudita, um dos maiores aliados dos países Ocidentais no Médio Oriente. Esta é uma das caras do sofrimento provocado por estas empresas de armamento cujo negócio é a guerra, cujo produto é o sofrimento humano.

Starvation in Yemen
Uma criança subnutrida em Sanaa, Iémen, Fonte: Yemen © Khaled Abdullah / Reuters

O mundo precisa, urgentemente, de um movimento anti-guerra renovado, e estas empresas que tanto lucram com a morte e o sofrimento dos outros deviam ser o seu primeiro alvo.

João Silva Jordão

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Uma resposta

  1. Boas!

    Os escravos modernos que trabalham nestas gloriosas empresas não estão minimamente preocupados… Afinal recebem parte dos LUCROS!

    Quantos milhões de escravos modernos trabalham directa e indirectamente para estas empresas? Sabendo o número – mesmo aproximado – sabemos imediatamente que NADA vai MUDAR!

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