Qual é a história do Jardim Botânico Tropical de Belém?

O Jardim Botânico Tropical, ou Jardim do Ultramar, é um jardim botânico está situado na cidade de Lisboa e é especializado em flora tropical e subtropical. Incluindo no total mais de 700 espécies originárias dos diversos continentes.

O JBT está incluído no Conjunto Intramuros do Palácio Nacional de Belém, classificado como Monumento Nacional, e integra um património artístico-cultural notável que, para além do Palácio dos Condes da Calheta, compreende vários edifícios e estatuária construídos para a Exposição do Mundo Português em 1940.

Ocupa uma área total de 7 hectares (com o Jardim Botânico propriamente dito em cerca de 5 hectares), que integra várias estufas e edifícios e diversas instalações de apoio, uma xiloteca e uma biblioteca.

Jardim Botanico Tropical de Belém

No jardim, a ênfase é posta em árvores e plantas raras, tropicais e subtropicais, muitas delas em perigo de extinção. Entre as mais curiosas estão os dragoeiros, nativos das Canárias e da Madeira, araucárias e uma bela avenida de palmeiras Washingtonia.

O Jardim Botânico Tropical foi inicialmente criado como Jardim Colonial em 1906 pelo rei D. Carlos I, localizando-se nas Estufas do Conde de Farrobo (actualmente o Jardim Zoológico de Lisboa).

A sua instalação no espaço actual deu-se em 1914, quando se dá a relocalização da Cerca do Palácio de Belém, tendo passado a funcionar no Palácio dos Condes da Calheta o Museu Agrícola e Colonial.

Durante a Exposição do Mundo Português, em 1940, o jardim albergou a Secção Colonial, tendo na “Ilha das Fruteiras”, localizada no centro do lago, chegado a habitar membros de uma tribo do Arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau. De entre as alterações que se realizaram temporariamente para a Exposição conta-se ainda a construção de pequenos pavilhões que pretendiam representar a totalidade das colónias portuguesas.

Foi classificado como Monumento Nacional em 2007, pelo Ministério da Cultura, e passa a deter o seu nome atual, Jardim Botânico Tropical. Tendo pertencido até 2015 ao Instituto de Investigação Científica Tropical, desde essa altura integrou o conjunto de instituições sob a alçada da Universidade de Lisboa.

Em janeiro de 2019, o jardim encerrou devido a obras de reabilitação extensiva. Foram intervencionadas infraestruturas básicas como os caminhos, as condutas de águas, da rega, da energia e também os edifícios. No final das obras, o Jardim Botânico Tropical reabriu o “Jardim dos Cactos”, que estava encerrado há várias décadas, sendo estas as primeiras grandes obras de reabilitação desde a década de 1940.

Os edifícios de investigação e o Museu Tropical de Lisboa estão instalados no Palácio dos Condes da Calheta, uma mansão do século XVIII. O interior está coberto de azulejos principalmente do século XVII e XVIII, sendo de destacar a Sala das Batalhas e a Sala da Caça. O museu tem 50.000 plantas secas e 2414 amostras de madeiras, a Xiloteca é assim, a mais completa do país.

No exterior existe um pátio com painéis de azulejos da autoria do pintor Mário Reis, o “Lago das Cobras” e ainda um baixo-relevo de Manuel Oliveira. Ainda no mesmo espaço encontra-se a “Casa do Leão” que, durante a Exposição do Mundo Português, terá albergado um leão vivo.

Encontram-se no jardim diversos exemplos de estatuária que data do século XVIII, com origem italiana e portuguesa. Sabe-se que tanto a “Morte de Cleópatra” de Giuseppe Mazzuoli, como a “Caridade Romana” de Bernardo Ludovici foram compradas por D.João V. Encontra-se ainda “Éolo, Deus dos Ventos”, produzida na oficina de Machado de Castro (conhecido escultor da Casa Real), e 14 bustos realizados por Manuel de Oliveira. Estes encontram-se dispostos em pares pelo Jardim e terão sido produzidos como representação dos povos das antigas colónias africanas e asiáticas.

Jardim Oriental
Separada do resto do jardim por bambus, esta zona, construída quando o jardim albergou a Secção Colonial da Exposição do Mundo Português (1940), evoca o oriente através de flora das ex-colónias asiáticas. Existe ainda um Pavilhão Chinês, junto à Porta da Lua, lagos, pontes, hibiscos, e um Arco (de Macau) que, durante a Exposição do Mundo Português, assinalava a entrada para uma rua onde se replicava o comércio tradicional de Macau.


Fontes:
https://www.ulisboa.pt/patrimonio/jardim-botanico-tropical
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Bot%C3%A2nico_Tropical

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