É Preciso Ser Coerente na Crítica e na Representação


Se nos queixamos da má qualidade da representação política nacional (Assembleia da República) e local (Assembleias Municipais e de Freguesia) devemos também queixar-nos de todos os que desvalorizam a Política e a Representação Democrática.

Porque se queremos pagar pouco aos Eleitos é porque não queremos que quem nos representa tenha qualidade nem que os órgãos representativos da Democracia tenham os melhores quadros.
Se não queremos os melhores ou se lhes queremos pagar mal não temos o direito moral de criticar que passem a vida a tentar encontrar formas de transitar – com lucro – da política para os negócios com todos os riscos de corrupção e má gestão de dinheiros públicos que isso implica.

Ou será que queremos voltar aos tempos de Atenas em que apenas os ricos tinham condições financeiras para uma carreira política activa ou uma “classe eleita” de reformados abastados: onde todos os que exercem cargos electivos dependem, de facto, de reformas acima da média ou de membros das juventudes partidárias que estão na política não por convicção ou mérito mas porque perderam tanto tempo a caçicar que não lhes sobrou tempo para construírem uma carreira (e rendimentos) fora da política?

É mesmo isto que queremos?

Rui Martins

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