Votei na Esquerda… Mas se Perderem as Eleições, é Bem Feito

Nestas eleições legislativas decidi, como de costume, votar na velha raposa da política Portuguesa, o Partido Comunista Português.

O PCP foi das poucas forças políticas de esquerda que não sai desta pandemia com a reputação completamente destruída aos meus olhos. Continuaram a luta política de forma corajosa, astuta e pragmática, numa altura em que quase todos, inclusive muitos que agora são intransigentemente contra a tal “ditadura sanitária”, defendiam que devíamos todos estar fechados em casa, escondidos por baixo do cobertor à espera que o Estado nos desse o aval para podermos viver e lutar outra vez.

Como se celebrou o 1.º de maio em Portugal e no resto do ...

Por essa razão, e por considerar o PCP o partido com mais mérito na luta contra a opressão, sobretudo nos tempos da clandestinidade, assim como aquele que ao longo dos anos tem feito uma oposição política mais coerente e eloquente, votei, como de costume, na CDU (PCP+PEV).

Mas digo-vos isto- se a esquerda em geral levar uma grande coça nestas eleições, então podem crer que mereceu, e vou-me rir.

A maior parte da esquerda durante a pandemia tornou-se na força de defesa da ideologia dominante, gozou com todos e todos que souberam pensar a pandemia de forma crítica. E abandonou e traiu de forma criminosa os mais pobres e desprotegidos, abrindo as alas para que fosse a direita virtualmente a única a falar da transferência de riqueza enorme para os mais ricos, a hipocrisia e incompetência da gestão da pandemia, a apontar para as mentiras constantes, a censura bafienta e as óbvias discrepâncias na narrativa oficial sobre o COVID-19.

Repetindo e resumindo:

Votei na esquerda, mas se a esquerda for derrotada nestas eleições, será mais do que merecido. Uma eventual derrota será somente o preço a pagar pela sua ignóbil e total traição da classe trabalhadora durante a pandemia.

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7 respostas

  1. Até que enfim um traidor da classe operária, desculpem agora já não é classe operária é classe trabalhadora, reconhece a traição a essa mesma classe. Mas…mesmo assim vota na CDU. Sim ,porque o PC nunca foi nem vai a votos. Precisa duma bengala. Caso contrário seria varrido dos votos.

    1. É um texto obviamente paradoxal. Mas tentei realçar o facto que o PCP mesmo assim lutou mais do que a maioria durante a pandemia, e fê-lo na altura da manifestação do 1º de Maio por exemplo praticamente contra tudo e todos. Mas fez mesmo assim.

  2. Não se compreende o encumiástico elogio ao PC nem serve a desculpa equivocada de que foi quem lutou mais. É falso. O PC ao manter o dogma de nunca se aliar nem colaborar com ninguém (cada um na sua bicicleta), insistindo no orgulhosamente sós ou no “nós é que somos os bons”, é uma força com quem ninguém pode contar seja para o que for. Pior ainda, o seu papel sempre foi o de boicotar e sabotar TODAS as lutas de base. E nas lutas que protagonizou, notabilizou-se sempre por mantê-las dentro de parâmetros aceitáveis para o regime. Microfone aberto é um verdadeiro tabu para todos os “camaradas”. É portanto um partido do regime que tudo faz para que as coisas se mantenham no status quo vigente. Nesse sentido, é um partido fortemente estagnado, cristalizado e incapaz de se adaptar às circunstâncias. Assim sendo, votar PC nunquinha, como dizia a minha amiga brazuca.

  3. Um pouco incoerente, não João? “Por essa razão, e por considerar o PCP o partido com mais mérito na luta contra a opressão, sobretudo nos tempos da clandestinidade, assim como aquele que ao longo dos anos tem feito uma oposição política mais coerente e eloquente, votei, como de costume, na CDU (PCP+PEV).” Vou fazer de conta que não li este texto…

  4. O artigo é de facto um paradoxo. Mas, desde o meu ponto de vista o Poder utiliza as várias ideologias, movimentos etc. para se perpetuar no poder.
    ”A maior parte da esquerda durante a pandemia tornou-se na força de defesa da ideologia dominante, gozou com todos e todos que souberam pensar a pandemia de forma crítica. E abandonou e traiu de forma criminosa os mais pobres e desprotegidos, abrindo as alas para que fosse a direita virtualmente a única a falar da transferência de riqueza enorme para os mais ricos, a hipocrisia e incompetência da gestão da pandemia, a apontar para as mentiras constantes, a censura bafienta e as óbvias discrepâncias na narrativa oficial sobre o COVID-19“. Pois bem. Penso que o autor do texto também viveu a Crise financeira de 2008. Nessa altura a dita geração ”à rasca” saiu à rua para protestar contra a intervenção da ”Troika” (FMI, Banco Central Europeu e salvo o erro a Comissão Europeia, tudo Organismos/ Instituições Supranacionais), pegando em ideias ditas de esquerda, mais ou menos revolucionárias. Passados 10 anos ou mais, o surpreendente e no final de contas, quem saiu beneficiado foi o próprio ”Sistema”. “Sistema” esse, que beneficiou dos movimentos de protesto e de rua ao converter parte dessa oposição, em partidos políticos com assento parlamentar. A outra maneira com que o próprio Sistema se beneficiou foi o de tirar o espírito inconformista dos jovens. E assim, a Partida segue com as Instituições supranacionais, com cada vez mais poder sobre os Estados-Nação. E o cidadão-médio a apanhar diferentes comboios, que não o levam a lado nenhum.

  5. O artigo é de facto um paradoxo. Mas, desde o meu ponto de vista o Poder utiliza as várias ideologias, movimentos etc. para se perpetuar no poder.
    ”A maior parte da esquerda durante a pandemia tornou-se na força de defesa da ideologia dominante, gozou com todos e todos que souberam pensar a pandemia de forma crítica. E abandonou e traiu de forma criminosa os mais pobres e desprotegidos, abrindo as alas para que fosse a direita virtualmente a única a falar da transferência de riqueza enorme para os mais ricos, a hipocrisia e incompetência da gestão da pandemia, a apontar para as mentiras constantes, a censura bafienta e as óbvias discrepâncias na narrativa oficial sobre o COVID-19“. Pois bem. Penso que o autor do texto também viveu a Crise financeira de 2008. Nessa altura a dita geração ”à rasca” saiu à rua para protestar contra a intervenção da ”Troika” (FMI, Banco Central Europeu e salvo o erro a Comissão Europeia, tudo Organismos/ Instituições Supranacionais), pegando em ideias ditas de esquerda, mais ou menos revolucionárias. Passados 10 anos ou mais, o surpreendente e no final de contas, quem saiu beneficiado foi o próprio ”Sistema”. “Sistema” esse, que beneficiou dos movimentos de protesto e de rua ao converter parte dessa oposição, em partidos políticos com assento parlamentar. A outra maneira com que o próprio Sistema se beneficiou foi o de tirar o espírito inconformista dos jovens. E assim, a Partida segue com as Instituições supranacionais, com cada vez mais poder sobre os Estados-Nação. E o cidadão-médio (as massas) a apanhar diferentes comboios, que não o levam a lado nenhum.

  6. O texto é muito mais que uma contradição, é mais uma tentativa de branquamento da historia , esse partido fez parte da aliança que impos a ditadura sanitaria que arrasou a economia e cujo resultado está agora a ser erradamente atribuido as consequencias da guerra na Ucrania ( essas ainda não chegaram ) . É um branqueamento da historia disfarçado de pieguice nostalgica dizer que foi o partido que na clandestinidade teve mais merito na luta contra a opressão , quando na realidade era financiado pela URSS para instalar em portugal OUTRA forma de opressão. Esquerda …direita…centro … é tudo a mesma mxxxx, irão para a cova sem descobrir que tudo na politica é manipulação e engano.

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